sábado, 3 de dezembro de 2011

Devemos afastar essa história do currículo?


Os autores desenvolvem o texto a partir do seguinte questionamento: devemos afastar essa história do currículo? Nele os autores abordam a problemática no currículo de algumas escolas relacionada ao ensino da história.
A abordagem analítica e crítica é formulada a partir da constatação de que em alguns currículos e suas respectivas práticas pedagógicas o ensino da disciplina é fundamentado em uma concepção tradicional já ultrapassada. Tal concepção de caráter positivista resulta no estudo dos fatos históricos como fim em si mesmo, um estudo baseado na memorização de datas, nomes considerados importantes, feitos heróicos envolvendo grandes personalidades e a história das classes dominantes. Alem disso, essa concepção prega um visão da sociedade como sendo homogênea e harmônica, na qual o homem é um simples sujeito passivo.
Analisando esses resultados na ótica da cultura e da política, percebemos que esse tipo de ensino forma sujeitos com dificuldades para assumir uma postura crítica e coerente diante dos acontecimentos do presente e do passado, pois as informações recebidas ou transmitidas não causam nenhum impacto na vida dos sujeitos e não influenciam nas suas relações com o meio social.
Sem a devida interpretação dos fatos estudados, o ensino da história está fadado a inutilidade, já que o aluno não compreende toda a verdade que está por traz dos acontecimentos estudados, e muito menos a complexidade que envolve as relações em sociedade.
Esses argumentos apresentados até aqui, já são suficientes para defender a idéia de que essa história deve sim ser afastada do currículo das escolas, em seu lugar é necessário que se construa um novo processo de ensino-aprendizagem, fundamentado em novas concepções que possibilitem a formação do verdadeiro cidadão, capaz de atuar de forma consciente e crítica no novo contexto social do século XXI.
Na tentativa de quebrar com essa concepção positivista ultrapassada, o marxismo trouxe uma enorme criticidade para o estudo da história, pregando uma sociedade em constante conflito de classes e o homem como sujeito da história. O estudo da história dentro dessa concepção é centrado na luta de classes e nos meios de produção e propõe um método mais dialético na apresentação dos conteúdos a serem estudados, sob a  argumentação de que essa forma facilita a apresentação do conteúdo. No entanto, essa metodologia acaba resultando em uma apresentação simplista a rápida dos fatos históricos, na qual o professor se torna mais um contador de histórias e aluno um mero ouvinte, sem a opção de pesquisar, refletir e produzir seu próprio conhecimento, sendo moldado a pensar e se posicionar criticamente em conformidade com algumas ideologias     

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